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Médico de Praia Grande realiza trabalho voluntário em Uganda

Médico de Praia Grande realiza trabalho voluntário em Uganda

Sérgio Paulo de Almeida faz parte de um grupo chamado Órfãos do Sudão
7/8/2018
 

Para o médico Sérgio Paulo de Almeida Nascimento sua profissão vai muito além de dominar as questões técnicas e colocá-las em prática em prol do paciente. O clínico geral, que atualmente trabalha no setor de Atenção Básica da Secretaria de Saúde Pública (Sesap) de Praia Grande, afirma que para atuar nesta área é necessário também exercitar a doação ao próximo, ser comprometido e não medir esforços para amenizar dores, sofrimentos e buscar a melhorara na qualidade de vida das pessoas. Com o objetivo de fazer a diferença no cotidiano de seres humanos que não tem quase ‘nada’, ele decidiu embarcar em uma ação humanitária para Uganda para cuidar de crianças que são refugiadas da guerra do Sudão do Sul. 

Nascimento faz parte de um grupo chamado Órfãos do Sudão, de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. A organização auxilia realiza estas ações e também com recursos financeiros, alimentos e até remédios uma escola em Uganda que atende as crianças refugiadas. “Cada membro custeou sua própria viagem. Levamos também alguns doces e a garotada fez a maior festa quando viu”, lembrou.

A experiência ao longo uma semana no continente africano foi enriquecedora profissionalmente, mas muito mais na questão pessoal. Mas a estadia naquele país não foi fácil. Entender e se aceitar a uma realidade totalmente diferente em todos os sentidos da que está acostumado transformou-se no primeiro desafio do grupo de dez médicos e psicólogos que fizeram parte da ação humanitária.

Os problemas são muitos nesta parte do mundo, se acumulam e dificultam o trabalho de profissionais como Nascimento. A cada esquina, uma nova chaga. Saneamento básico inexistente, ruas sem asfalto, pouca água potável e a escassez de alimentos. Todos esses fatores colaboram para a proliferação de doenças como malária e febre tifoide.

“Foi impactante se deparar com uma realidade tão dura. São muitas histórias tristes que tomamos conhecimento de crianças que estão fugindo do Sudão do Sul. Sabemos que mesmo dando o nosso máximo não é suficiente para suprir toda necessidade daquele povo. É preciso que mais pessoas se engajem nessa causa”, argumentou o médico de Praia Grande.

As crianças refugiadas em Uganda fogem dos conflitos étnicos e da guerra civil no Sudão do Sul, que tem 12 milhões de habitantes, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU). Metade vive na extrema pobreza. Por conta disso, cresce a cada dia o número de refugiados buscando deixar para trás esta dura realidade e sonhando encontrar alento e a chance de recomeçar a vida em territórios vizinhos.

Superar todas essas adversidades e trabalhar duro tinha uma recompensa a cada final de dia e que era levada por todos os médicos na memória e no coração: o sorriso no rosto das crianças atendidas. Essa demonstração de carinho foi a principal lembrança que Nascimento trouxe na bagagem. “É uma atitude sincera daquelas crianças que, muitas vezes, não tem nem o que comer. Impossível não se lembrar desses momentos e se emocionar”.

Aos 43 anos, com pouco mais de 16 de profissão, por todo seu histórico de serviços prestados para os moradores de Praia Grande e também por este trabalho em Uganda, Nascimento é visto como um exemplo pelos seus colegas da Sesap. Mais que inspirar pessoas, o médico confirmou que pretende voltar a realizar novas missões humanitárias na África ou em qualquer outra parte do planeta.

“Fiquei feliz em ajudar. Hoje entendo que quem ganhou mais com toda essa experiência fui eu. Que mais profissionais da medicina e até de outras áreas possam emprestar um pouco do seu tempo em benefício ao próximo. Existem pessoas lá fora que precisam de ajuda. Temos que sair da nossa zona de conforto e fazer o bem ao próximo”, afirmou o médico praia-grandense. 

ADM5

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