Tribo de Jah retorna à Praia Grande e Fidi se apresenta pela 1ª vez na cidade.

Banda retorna em Praia Grande

Vamos de Reggae!

Localização daO Reggae é um gênero musical que tem suas origens na Jamaica. O auge do reggae ocorreu na década de 1970, quando este gênero espalhou-se pelo mundo. É uma mistura de vários estilos e gêneros musicais: música folclórica da Jamaica, ritmos africanos, ska e calipso. Apresenta um ritmo dançante e suave, porém com uma batida bem característica. A guitarra, o contrabaixo e a bateria são os instrumentos musicais mais utilizados.

As letras das músicas de reggae falam de questões sociais, principalmente dos jamaicanos, além de destacar assuntos religiosos e problemas típicos de países pobres. O reggae recebeu, em suas origens, uma forte influência do movimento rastafári, que defende a ideia de que os afrodescendentes devem ascender e superar sua situação através do engajamento político e espiritual.

Os anos 70 (década de 1970) foi a época dos grandes sucesso do reggae. Várias músicas marcaram época e alcançaram o topo na lista de sucesso das rádios: I Shot the Sheriff  (versão de Eric Clapton), Peter Tosh com Legalize It e No WomanNo Cry de Bob Marley.

Vários cantores e bandas passam a incorporar o estilo reggae a partir dos anos 80 (década de 1980). Eric Clapton, Rolling Stones e Paul Simon fazem músicas, utilizando a batida e a sonoridade dançante e suave. Atualmente, vários cantores e bandas fazem sucesso nesse gênero musical: Ziggy Marley, Beres Hammond, Pulse, UB 40 e Big Mountain.

Tribo de Jah e o Reggae no Brasil

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Foi na região norte/nordeste do Brasil que o reggae entrou com mais força. No estado do Maranhão, principalmente na capital São Luís, é comum a organização de festas ao som de reggae. Na década de 1970, músicos como Gilberto Gil e Jorge Ben Jor são influenciados pelo estilo musical jamaicano. Na década de 1980, surge uma das bandas precursoras no Brasil, a Tribo de Jah.

A história da banda Tribo de Jah iniciou-se na Escola de Cegos do Maranhão, onde, se conheceram os quatro músicos cegos e um quinto músico com visão parcial (apenas em um olho), lugar em que viviam em regime de internato, começaram a desenvolver o gosto pela música improvisando instrumentos e descobrindo timbres e acordes. Posteriormente passaram a realizar shows nos bailes populares da capital (São Luiz) e outras cidades do interior do estado fazendo covers de seresta, reggae e lambada.

Imagem relacionadaFoi neste momento que surgiu o radialista Fauzi Beydoun, nascido em São Paulo, filho de italianos com libaneses, que já havia morado quatro anos na Costa do Marfim (África), grande aficionado pela cultura reggae a qual era efervescente em São Luis nos anos 80, e que se tornou um fenômeno quase inexplicável nas terras brasileiras do Maranhão, invadindo inicialmente os guetos para depois tomar toda cidade, o interior do estado e até os estados vizinhos.

O reggae viria marcar profundamente a já tão forte e original cultura maranhense, contestado por uma minoria de intelectuais conservadores e abraçado pela grande massa, que através desse estilo musical originaria o título de “JAMAICA BRASILEIRA” à capital do Maranhão. Centenas de clubes de reggae com suas “radiolas” (potentes equipamentos de som que se encarregavam de divulgar o ritmo quando ainda não era tocado nas rádios) e depois diversos programas de rádios que finalmente viriam aderir o mesmo em busca de audiência justificariam largamente o título conquistado.

Foi neste cenário que a Tribo de Jah deu a partida para difundir o seu reggae roots até os ossos, com suas mensagens de amor e paz, políticas sociais e divinas, as quais afastaram das grandes gravadoras, as rádios não tocavam, a TV tampouco informava e os jornais faziam vistas grossas. De forma independente a Tribo de Jah foi fazendo shows e divulgando seus discos, hoje conta com uma gravadora e uma distribuição a nível nacional.

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Passados dez anos de trabalho com direito a uma escala no principal palco do reggae mundial (REGGAE SUNSPLASH FESTIVAL – JAMAICA 95), após ter se apresentado nos quatro cantos do país (de Belém a Porto Alegre, passando pelo Canecão e Metropolitam – Rio, Palace e Olympia – São Paulo) e alguns pontos internacionais (Buenos Aires – Argentina, Caiena – Guiana Francesa, além de shows na Europa em paises como a França e Itália) denotam o momento muito especial no caminho que a Tribo de Jah vem trilhando para um inevitável reconhecimento de seu trabalho tanto no Brasil como no exterior.

Com 30 anos de carreira e muita lenha pra queimar, Tribo retorna à Praia Grande

A banda já tocou muito na cidade em festivais de reggae na Boulevard, inclusive em um festival chamado Caiçara in Canto que foi um marco nos anos 90.

Rafael Labate, tecladista da Tribo de Jah

Em entrevista para o nosso portal, Fauzi Beydoun falou a respeito da importância da visita da Tribo na cidade, bem como o movimento cultural, os constantes desafios que a banda tem encarado ao longo da carreira e um recado aos fãs e músicos que admiram e se inspiram com o seu trabalho.


Fidi, um pernambucano, cheio de energia e muita positividade.

Horemos é hora de acordar, Horemos é hora de despertar

Valterlins Herculano, mais conhecido como Fidi, é um músico, cantor, compositor e escritor de origem pernambucana.

Seu interesse pela música começou cedo, quando, ainda na infância e durante toda a adolescência, deixava-se embalar pelas canções de Luiz Gonzaga, Geraldo Azevedo, Zé Ramalho, Mutantes, Tim Maia e Raul Seixas, entre tantos outros nomes da musica brasileira.

Fidi é cidadão do mundo.

Após 20 anos vivendo na cidade de São Paulo, decidiu iniciar o novo milênio na pacata cidade mineira de São Thomé das Letras, onde começou a desenvolver seus primeiros trabalhos como músico.

Após uma temporada de vai e vem entre a capital paulista e pequenas cidades mineiras, o artista passou, ainda, por São Sebastião, no litoral norte paulista, e vive, atualmente, em Campos do Jordão, na região vale-paraibana de São Paulo. Antes de iniciar, oficialmente, sua carreira em cima dos palcos, Fidi ganhava a vida como empresário e, posteriormente, produtor de eventos.

Apesar do amor pela música, a desvalorização dos artistas independentes foi o que tardou seu crescimento como músico, entretanto, os anos de estrada, a vivência como empresário e a maturidade foram experiências fundamentais para seu desenvolvimento. Assim como a Tribo de Jah, Fidi também visitou a Praia Grande pela primeira vez.

Em entrevista para o nosso portal, o artista falou sobre seus planos para o futuro, os grandes desafios que a cultura enfrentando no cenário econômico atual, mas não esmorece quando perguntamos sobre desenvolver um novo movimento para a nossa cidade, que é carente de eventos deste porte.

Assista a entrevista para o portal Eu Amo PG.


 

 

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