Cidades da Região preparam material em busca de mais recursos para Saúde

Praia Grande sediou reunião com os secretários municipais da área
8/6/2017
 

As cidades da Baixada Santista estão trabalhando de forma conjunta, inclusive com o apoio do Departamento Regional de Saúde (DRS – IV), em busca de melhorias e ações voltadas ao desenvolvimento e soluções de questões metropolitanas para a Saúde. Os trabalhos seguem avançando. Prova disso é que na quarta-feira (7), em Praia Grande, a reunião da Câmara Temática da Saúde do Condesb (Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista) definiu diretrizes e datas para a apresentação de relatórios específicos com as demandas reprimidas de serviços e reais necessidades orçamentárias do setor. Com este documento em mãos, os prefeitos dos municípios apresentarão o material para os entes federativos superiores. 

O encontro foi presidido pelo prefeito de Praia Grande, que é o atual presidente do Condesb, Alberto Mourão. Durante pouco mais de cinco horas, secretários municipais de Saúde, gestores da área, integrantes da Agem (Agência Metropolitana da Baixada Santista) e da DRS – IV expuseram o atual quadro dos seguintes setores de atendimento: exames médicos, ambulatórias, cirurgias eletivas, leitos hospitalares nas diversas complexidades, redes de urgência e emergência, Cegonha e Oncologia, além das especialidades. Ao final, foi criado um grupo de trabalho que ficou responsável por entregar um relatório prévio no dia 23. Já no dia 28 ocorrerá a finalização de todo esse material, que será apresentado para os prefeitos da Região na reunião do Condesb, marcada para o dia 30.

“Discutimos a questão da demanda reprimida de serviços que não estão sendo atendidas pelo poder público. Em cima dessas informações, temos que entender o custo real dos serviços e, com esse material, vamos levar ao Governo Federal na busca de alternativas para suprir esse déficit orçamentário, já que é isso que se traduz na ausência de prestação de serviços para a comunidade. Entendo que os problemas vão se resolver de forma regional. Já há uma consciência nesse sentido. Todas as prefeituras estão com dificuldades. Precisamos trabalhar o mais rápido possível”, comentou Mourão.

O prefeito praia-grandense ressaltou que todo esse processo que está em andamento pode ser considerado como um marco histórico e um divisor de águas para a Baixada Santista. “Pela primeira vez, as cidades estão com uma unidade de pensamento para buscar soluções metropolitanas para melhorar a Saúde. Os prefeitos entenderam minha proposta de uma pauta enxuta regional e liberaram seus secretários para discutir isso com mais intensidade. Já a DRS percebeu que somos todos parceiros e precisamos enfrentar isso de forma conjunta. Esse não é um problema só do Estado, mas também dos municípios e Federal. Nesta etapa será finalizado o trabalho para começar a construção do projeto da conversação política com os entes federativos superiores”.

Para a diretora do DRS, Paula Covas Calipo, essa articulação regional será fundamental para vencer o momento de crise no País que traz impactos no setor. “Identificamos fragilidades financeiras que serão apresentadas em outras esferas. Todos os temas apresentados são importantes. Discutimos Atenção Básica, Média e Alta Complexidade. Oncologia, por exemplo, a Baixada já tem um número expressivo de pacientes e fizemos um levantamento do impacto financeiro para o Ministério da Saúde do aporte financeiro para dar conta da nossa demanda”. 
O secretário de Saúde Pública (Sesap) de Praia Grande, Cleber Suckow, comentou que a formatação de uma pauta única de trabalho facilitará o trabalho dos prefeitos. “A vinda de recursos terá impacto na gestão desses equipamentos do setor que prestam atendimento para a população”, disse.

Os participantes da Câmara Temática se mostraram motivados com o andamento dos trabalhos. “Tivemos a oportunidade de fazer uma discussão ampla. Elencamos prioridades e temos uma linha de raciocínio a ser seguida sob a liderança do prefeito Mourão. A Região ganha muito com esse contexto que está sendo criado de união dos gestores possibilitando essa discussão de forma clara e transparente e, principalmente, objetiva para que possamos ter, de fato, algo entregue para a população”, analisou o secretário de Saúde de Santos, Fábio Alexandre Fernandes Ferraz.

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