População aprova Semana do Hip Hop 2017

Evento ocorreu de 15 a 20 de maio, em vários pontos da Cidade
22/5/2017
 

‘Tudo que é bom dura pouco’, foi assim que os jovens definiram o encerramento da Semana do Hip Hop 2017 de Praia Grande. O evento foi realizado pela Administração Municipal, por intermédio da Subsecretaria de Assuntos da Juventude (Subjuve) e desde segunda-feira (15) até o encerramento no sábado (20) ocorreram diversas ações em vários pontos da Cidade. Dentre as atividades realizadas estavam: palestras, arte em Grafite, oficina de dança urbana, desenho, de canto (rimas), batalha de MCs e batalha de B-Boys.

Segundo o Subsecretário de Assuntos da Juventude, Augusto Schell, o objetivo da Semana do Hip Hop é valorizar as manifestações culturais existentes no Município. “O Hip Hop é uma ferramenta de transformação social, por isso fizemos ações sociais, culturais e pedagógicas, levando essa manifestação cultural a todos os públicos”.

Na sexta-feira (19), a Semana do Hip Hop contou com a Batalha de B-Boys, que chamou a atenção de quem passava pela orla da praia no Bairro Ocian. Devido às chuvas o evento foi transferido da Pista de Esportes Radicais, para o Conviver Ocian, também no Bairro Ocian. 

O B-Boy, Rafael K-lafriu explicou que umas das ideias é fomentar a arte, fortalecendo a cultura do Hip Hop na Região. “Esse é o momento de mostrar nossa cultura. Os jovens se divertem, conhecem novos amigos além de conhecer uma nova manifestação cultural.”

Para o B-Boy Cachorrão o evento deu um espaço aos artistas, pois, segundo ele, antes a manifestação era marginalizada pela sociedade. “Hoje estamos conquistando nosso espaço. Quando comecei há vinte anos, o Hip Hop era marginalizado, as pessoas não viam como expressão artística. Agora estou muito feliz, principalmente com o apoio da Prefeitura”

A paulistana Camila Curi veio descansar este final de semana em Praia Grande e estava passeando pela orla quando viu o evento da Semana do Hip Hop. Ela confessa que apesar de não conhecer muito da arte e ficou surpresa com todo conhecimento oferecido pela impresa. “É bom ver os jovens fazendo algo positivo, ainda mais quando um evento é organizado por uma Prefeitura. Estou curtindo bastante apesar de não ser meu estilo musical. A Cidade está de parabéns por essa iniciativa”, diz Camila.

Último dia – O encerramento da Semana Hip Hop ocorreu no sábado (20), na sede da Subjuve, Bairro Tupy, e teve muita animação com o aulão de dança urbana do Grupo New Family Face comandado por K-lafriu. Ao mesmo tempo, no local acontecia a arte em grafite com Beto Crash e Vagner Vilarim. A música rolou solta com o DJ Dog, a MC Luna Garcez, MC Igo e Resistência do Gueto.

Para a dona de casa, Edna Augusto Cocco, de 54 anos, eventos como esse enaltecem a cultura Hip Hop. “Eu sou de São Paulo e vim passar o final de semana em Praia Grande. Eu gosto de Hip Hop, do som e de ver os meninos dançando”.

A MC Luna Garcez participou pela primeira vez da Semana do Hip Hop e acredita que esse tipo de evento dá oportunidade aos novos Mcs que está surgindo na Cidade. “Eu sempre assisti a Semana Hip Hop e no ano passado de tanto insistir consegui mostrar a minha música. Foi o máximo, agora participando oficialmente quero contribuir muito mais e ajudar a divulgar a nossa cultura”.

O estudante Claudio Fernandes adorou a Semana do Hip Hop e para ele eventos como este deveriam ocorrer mais na Cidade. “Fico feliz por ter esse tipo de evento. Gosto de Hip Hop e de outros estilos e acredito que essa ação faz com que nós conheçamos novas pessoas e novos passos de dança e estilo. É uma pena que já acabou”, enfatiza.

Resistência – O Hip Hop é uma cultura de rua que surgiu no início da década de 1970 nas áreas centrais de comunidades jamaicanas, latinas e afro-americanas de Nova Iorque. O movimento que faz arte como forma de protesto social, mistura o novo e o antigo, o popular e o erudito, a poesia e a paródia. A cidade de São Paulo é considerada o berço do Hip Hop nacional. Segundo os adeptos, são considerados pilares da cultura Hip Hop: o rap, o DJ, o breakdance e a escrita do grafite. Elementos como a moda Hip Hop e as gírias também completam este movimento. 

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