Jovem com deficiência conquista nova graduação no caratê

Foto: Richard Aldrin
Foto: Richard Aldrin

Portador de limitações física e mental encontrou no esporte alternativa para socialização

31/10/2016 | Luciano Agemiro , MTB: 73.143

Crescer no esporte é o objetivo de qualquer atleta iniciante ou avançado. Mas quando essa progressão chega para um aluno portador de deficiências, tem um valor maior ainda. Nesta segunda-feira (31) um jovem portador de deficiência física e mental de Praia Grande passou pelo exame de graduação no caratê. Para os colegas, um exemplo de superação. Para a família, uma alternativa de inclusão e diversão ao rapaz.

Luiz Alves da Silva Jr tem 18 anos. Nasceu com um problema na coluna e nem mesmo as cirurgias conseguiram amenizar, por isso se locomove com cadeira de rodas. Aos três anos sofreu convulsões e problemas durante o tratamento o deixou com sequelas mentais e físicas para o resto da vida. A mãe largou o emprego para cuidar do garoto, o pai passou a sustentar a casa. De lá para cá, são quinze anos de convivência e superação de barreiras para este jovem.

A escola ele não quer mais frequentar e amigos são raros. Em casa, as duas irmãs mais novas são suas companheiras e foi por intermédio de uma delas que há um ano e meio conheceu o caratê no curso da unidade Vila Alice do Programa de Integração e Cidadania (PIC).

“Um dia a irmã me procurou e explicou sobre a deficiência dele. Era um desafio para mim como técnico, pois não tinha alunos com deficiência, mas sabia que poderia dar bons resultados e resolvi abraçar essa causa. Hoje ele é o queridinho da turma, todos os outros alunos querem dividir turma com ele”, explica o professor de caratê, Fábio Viana Fernandes.

Respeitando as limitações, o técnico repassou os movimentos da arte marcial e aos poucos o jovem se adaptou e gostou da prática. “Meu filho não fazia esporte, já passou por muitas terapias e ainda faz sessões de fisioterapia. O caratê reforça essa necessidade de movimentação dele”, revela a mãe, Edileuza Canuto Alves da Silva.

Para o pai, Luiz Alves da Silva, a socialização é o maior trunfo da prática esportiva na vida do jovem. “Encontramos no caratê a integração que faltava na vida do meu filho. Hoje ele brinca e se diverte com os colegas. Está mais feliz”.

A faixa laranja que recebeu é a quarta graduação do jovem.

Vagas – Para participar das aulas de caratê é preciso ter menos 6 anos de idade e morar em Praia Grande. Os interessados devem procurar uma das oito unidades espalhadas pelo Município e realizar a inscrição. É necessário levar original e cópia do RG, comprovante de residência e uma foto 3×4.

Nas unidades do Programa de Integração e Cidadania (PIC) e do Centro de Apoio à Família do Educando (Café) também são oferecidas aulas de geração de renda, atividades esportivas, culturais e de lazer gratuitas para todas as idades. Todas as atividades são gratuitas. Mais informações pelo telefone 3496-5039.

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