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Crise é a palavra do momento. Com a economia enfraquecida, o País enfrenta um período de ajustes. Em meio ao anúncio da contenção de investimentos e aumentos de impostos, crescem nas redes sociais os movimentos que pedem a redução dos salários de prefeitos, vereadores e secretários de governo.

Recentemente, após pressão popular, parlamentares do município de Santo Antonio da Platina, no norte do Paraná, aprovaram a diminuição dos subsídios pagos a eles e ao chefe do executivo.

Na semana passada, um grupo de moradores de São Vicente foi a Câmara Municipal pedir a redução dos salários dos vereadores. O Diário do Litoral fez um levantamento dos subsídios pagos a prefeitos, vereadores e secretários de governo dos nove municípios da Baixada Santista.

O cálculo dos vencimentos tem como base o orçamento municipal, o número de habitantes e, no caso dos parlamentares, tem relação com os salários dos deputados.

Praia Grande tem o terceiro maior orçamento da Baixada Santista – R$ 1,27 bilhões em 2015 – e é a quarta em número de habitantes na Região. O prefeito, Alberto Mourão (PSDB), lidera a lista dos chefes do executivo com o maior salário bruto na Região – R$ 21.615,73 -, valor que se aproxima do subsídio pago ao governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), que é de R$ 21.631,05.

O prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), ocupa o segundo lugar da lista, com um salário bruto mensal de R$ 20.898,00. O município tem o maior orçamento – R$ 2,48 bilhões – e o maior número de habitantes entre as nove cidades da Baixada Santista.

Em São Vicente, que passa por uma grave crise financeira e tem o quinto orçamento da Região – R$ 939,3 milhões -, o prefeito, Luis Cláudio Bili (PP), possui o terceiro maior salário entre os chefes do executivo: R$ 20.587,59. A Cidade tem a segunda maior população da Região.

A prefeita de Peruíbe, Ana Preto (PTB), ocupa o quarto lugar da lista. A chefe do executivo recebe o salário bruto de R$ 19.491,89. O município tem o penúltimo orçamento da Região – R$ 266 milhões – e também passa por dificuldades financeiras.

O prefeito de Itanhaém, Marco Aurélio Gomes (PSDB), recebe o quinto maior salário bruto entre os prefeitos da Baixada Santista: R$ 18.654,00. O orçamento do Município está entre os três mais baixos entre as cidades da Região – R$ 347 milhões.

O orçamento de Guarujá é o segundo da Região: R$ 1,3 bilhão. O salário da prefeita, Maria Antonieta de Brito (PMDB) ocupa o sexto lugar da lista – R$ 18.814,00. O Município tem a terceira maior população da Baixada Santista.

O salário do prefeito de Bertioga, Mauro Orlandini (DEM), ocupa a penúltima posição – R$ 16.200,00. O orçamento municipal deste ano é de R$ 445 milhões e é o sexto da Região.

A prefeita, Márcia Rosa (PT), tem o menor salário bruto entre os chefes do executivo da Região: R$ 14.255,30. O município, que já teve o segundo maior orçamento da Baixada Santista, atualmente ocupa o quarto lugar em arrecadação, com R$ 983,4 milhões para o exercício de 2015. Até o fechamento desta edição, a prefeitura de Mongaguá não enviou informações sobre os valores dos salários dos prefeitos e secretários de governo. Os dados não constam no Portal da Transparência da Administração Municipal.

FONTE: Diário do Litoral

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