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Aulas de caratê dão novas perspectivas de vida para alunos de projetos sociais

Aulas de caratê dão novas perspectivas de vida para alunos de projetos sociais

Foto: AMAURI PINILHA

Foto: AMAURI PINILHA

Do rendimento escolar ao incentivo a competição, pais e caratecas relatam experiências positivas após o início da modalidade
13/6/2016 | Luciano Agemiro , MTB: 73.143

Por: Liliane Souza, sob supervisão de Luciano Agemiro (Mtb: 73.143)

O que começou como alternativa para as crianças, hoje se tornou uma das mais procuradas modalidades dos programas sociais de Praia Grande. O foco sempre foi a inclusão social, no entanto alguns alunos gostaram tanto da modalidade que começaram a competir. Assim são as aulas de caratê da Secretaria de Promoção Social (Sepros) de Praia Grande. Desde a semana passada, os alunos passam por avaliação dos mestres.

Em dias de exame de troca de faixa de caratê, nas unidades sociais de Praia Grande, o tatame é tomado por um misto de ansiedade e concentração. Para os alunos, o momento é de colocar o aprendizado em ação. Para a plateia de pais e responsáveis, é dia de apreciar o desenvolvimento daqueles que se dedicam semanalmente à prática da modalidade. As avaliações acontecem até esta semana, nas unidades do Programa de Integração e Cidadania (PIC) e do Centro de Apoio à Família do Educando (Cafe).

O fator determinante para iniciar um novo ciclo não se baseia apenas na execução correta dos movimentos. Mais do que isso, o que está em jogo é o desempenho comportamental dos alunos. O professor, Alexandre Daniel Spacassassi, explica que o princípio do caratê é a disciplina. “O objetivo é saber se eles melhoraram o comportamento, se estão estudando”.

Durante o exame eles ficam reunidos em grupos, conforme a cor da faixa. As primeiras etapas envolvem a execução de movimentos e a última é feita através de uma roda de conversa. Nesse momento, o avaliador questiona os alunos sobre suas mudanças comportamentais, desempenho na escola e questões ligadas ao significado do caratê.

Para as crianças e adolescentes, o aprendizado na modalidade reflete principalmente na sala de aula. O estudante Eduardo Gomes dos Santos, de 9 anos, contou que as aulas de caratê contribuem para seu desempenho nas atividades escolares, tanto no aspecto do respeito aos professores quanto nas notas. “Antes eu tirava 8 e agora tiro 9,5. Agora quando chego em casa eu faço primeiro a lição e só depois eu jogo vídeo game”.

A aluna Sarah Alexandra Amado, de 17 anos, pratica a modalidade há aproximadamente três anos. Ela faz curso técnico de auxiliar de enfermagem e disse que o caratê a incentiva a respeitar o próximo, refletindo diretamente no relacionamento com os pacientes do pronto-socorro em que faz estágio.

A apreensão tomou conta da pequena, Clara de Castro Cordeiro, de 7 anos. Ela disse que estava tão ansiosa que até sonhou que estava atrasada para a avaliação. No final, o sonho foi substituído por uma positiva realidade: ela conquistou a desejada faixa amarela. “O professor perguntou sobre os cinco dilemas do caratê. Eu estava um pouco nervosa, mas agora que passei estou aliviada”.

Participação dos pais – Com os olhos fitados em seu enteado Felipe, de 7 anos, o condutor de VLT, Eduardo Boleli, acompanhava cada movimento do pequeno. Ele ressaltou a importância de prática de atividade física para que as crianças possam ir além do conteúdo escolar. “O Felipe está sempre empolgado para as aulas. Eu fico feliz porque vejo que ele evolui”.

A decoradora Fernanda Alexandrina Brito Cardozo, abriu um largo sorriso quando viu seus filhos, Paulo Octávio e João Victor, de 10 e 11 anos, se apresentando. Ela não perdeu tempo e rapidamente ligou a câmera de seu celular para registrar o momento. “O Paulo nem dormiu de tanta ansiedade. É um ótimo incentivo para as crianças, e para mim ainda tem a comodidade porque é perto de casa”.

Caratê – Neste ano, a Cidade se destacou no Campeonato Paulista de Karatê, da Federação Educacional e Esportiva de Karatê, sagrando-se campeã geral nas duas primeiras etapas – a final será realizada em outubro. Além disso, alunos do curso de caratê da Cidade se destacam em importantes competições a nível nacional. Giulia Cipriano, Thamires Soares e Wendell Silvestre Ferreira estão entre eles.

Dessa maneira, o nome da Cidade se destaca com importantes títulos em cerca de 60 competições, que marcaram a conquista de 1200 medalhas de ouro, prata e bronze.
E para estimular a integração entre os alunos do caratê, Praia Grande promove o Festival Integração de Karatê com a participação dos alunos dos projetos sociais da Sepros e do SuperEscola, um programa da Secertaria de Educação do Município (Seduc).

Aulas gratuitas – A modalidade é promovida gratuitamente em oito unidades sociais do Município. Ao todo, elas atendem cerca de mil alunos. As aulas são ministradas pelos professores Allan Jozala dos Santos, Alexadre Daniel Spacassassi e Fábio Viana Fernandes.
Quem quiser participar das pode procurar uma dos endereços do PIC ou do Cafe. É preciso ter mais de 6 anos e morar no Município. Mais informações pelo telefone 3496-5039.

ADM5

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