Outros acontecimentos para 25 o dia de agosto:


DIA DO FEIRANTE – O feirante é um elo importante na cadeia do abastecimento alimentar. A tradição das feiras de rua no Brasil ainda não se perdeu, e há quem prefira freqüentá-las aos grandes supermercados. A proximidade com o vendedor e a possibilidade de barganha são algumas das vantagens de se freqüentar as chamadas feiras livres. Ao contrário do que se pode pensar à primeira vista, a feira está longe de ser um mero lugar de comercialização de frutas, verduras e outros tipos de mercadorias: é um ponto de encontro entre as pessoas, um lugar para se comer pastel frito na hora e beber garapa. O feirante aquece a oferta de produtos com bordões improvisados, tentando ganhar a simpatia da clientela. O vendedor de feira guarda o gostinho nostálgico dos tempos dos nossos pais e avós, e a pessoalidade que se esvaiu nos corredores dos supermercados.

DIA DO SOLDADO – O Dia do Soldado é instituído em homenagem a Luís Alves de Lima e Silva, patrono do Exército brasileiro, nascido em 25 de agosto de 1803. Com pouco mais de 20 anos já era capitão e, aos 40, marechal-de-campo. Entra na História como “o pacificador” e sufoca muitas rebeliões contra o Império. Comanda as forças brasileiras na Guerra do Paraguai, vencida pela aliança Brasil-Argentina-Uruguai em janeiro de 1869, com um saldo de mais de 1 milhão de paraguaios mortos (cerca de 80% da população). Depois da guerra, Lima e Silva é elevado à condição de duque de Caxias — o mais alto título de nobreza concedido pelo imperador. Ao optar pela carreira de soldado, o jovem aprende valores como disciplina, organização, amor à pátria, solidariedade e perseverança, entre inúmeros outros que orientarão suas atividades dentro e fora da caserna. É também uma chance de conhecer, iniciar-se ou aperfeiçoar-se em uma profissão, pela qual será remunerado como qualquer outro trabalhador da classe, com a diferença de estar servindo à nação. No nosso país, o serviço militar é obrigatório por lei desde 1908. Ao completar 18 anos, todo rapaz deve se cadastrar em alguma das forças armadas (Marinha, Exército ou Aeronáutica) e fazer uma série de testes depois dos quais é convocado um percentual dos inscritos. Em muitos países, este alistamento é voluntário.

O adeus de Truman Capote
Em 25 de agosto de 1984, morre o escritor norte-americano Truman Capote (foto). Juntamente com Tom Wolfe e Hunter S. Thompson, Capote instituiu o “new journalism” na década de 60. O estilo extinguia a objetividade e a neutralidade, aproxi-
mando-se da literatura. Sua principal obra foi “A sangue frio”, de 1966.

1858 – O czar Alessandro II da Rússia libera os servos do domínio Imperial ao ceder propriedade das terras que cultivavam.

1863 – Morre Emilio Salgari, novelista italiano.

1867 – Morre Michael Faraday, físico e químico inglês.

1873 – O patriota e poeta cubano Juan Clemente Zenea é fuzilado.

1889 – O general Legítimo renuncia à Presidência da República do Haiti.

1897 – O presidente uruguaio Juan Idiarte Borda é assassinado em frente a Catedral de Montevidéu.

1900 – Morre Friedrich W. Nietzsche, filósofo e escritor alemão.

1908 – Morre Henri Becquerel, físico francês.

1905 – Um conselho de guerra condena à morte 80 marinheiros rebeldes do Encouraçado Potemkin na Rússia.

1912 – Nasce Narciso Ibañez Menta, ator espanhol.

1913 – O presidente norte-americano Woodrow Wilson inicia um boicote econômico contra o México.

1917 – Nasce Mel Ferrer, ator e cineasta norte-americano.

1918 – Nasce Leonard Bernstein, músico norte-americano.

1919 – Surge a aviação comercial: um avião civil Havilland transporta dois passageiros de Londres a Paris em duas horas e 15 minutos.

1920 – Adrienne Bolland é a primeira mulher a atravessar de avião o Canal da Mancha.

1923 – Nasce Alvaro Mutis, escritor colombiano.

1925 – Nasce Juanita Reina, atriz espanhola.

1930 – Nasce Sean Connery, ator britânico, que se tornou famoso por atuar nos primeiros filmes da série do herói James Bond, o 007.

1936 – Executados os 16 acusados de conspiração por assassinar Stalin e outros altos dirigentes políticos soviéticos.

1938 – Nasce Frederick Forsyth, escritor e periodista britânico.

1940 – A União Soviética incorpora a Estônia, a Letônia e a Lituânia ao grande império comunista.

1940 – Aviões britânicos bombardeiam Berlim pela primeira vez durante a Segunda Guerra Mundial.

1944 – Os aliados entram en Paris. Romênia declara guerra à Alemania.

1947 – Golpe de Estado no Equador: O presidente Velasco Ibarra renuncia ao cargo em favor do coronel Mancheño.

1956 – Morre Alfred Kinsey, antropólogo social norte-americano.

1961 – O O presidente brasileiro Jânio Quadros renuncia ao cargo sete meses após assumir. As justificativas para a atitude seriam forças ocultas. João Goulart, seu vice, assume o cargo.

1967 – Argentina publica a lei que priva os comunistas nacionais de trabalhar em postos públicos.

1968 – A França testa sua bomba de hidrogênio no atol de Fugataufa, no Oceano Pacífico, e se torna o quinto país-membro do Clube Nuclear.

1978 – O Vaticano expõe pela primeira vez o Santo Sudário, mortalha que teria coberto o corpo de Jesus Cristo.

1981 – Morre Bill Colleman, intérprete norte-americano de jazz clássico.

1983 – Um golpe de Estado derruba o presidente da Guatemala, Efraín Ríos Montt, que havia conquistado o poder com força um ano antes.

1984 – Aos 59 anos, morre o escritor norte-americano Truman Capote em Los Angeles (EUA).

1988 – Um grande incêndio destrói o centro histórico de Lisboa, em Portugal.

1989 – Depois de uma viagem de 12 anos no espaço, a sonda Voyager 2 chega a Netuno.

1990 – O Conselho de Segurança da ONU autoriza o uso da força para impor o embargo ao Iraque.

1991 – Bielorrúsia declara sua independência da URSS.

1994 – O tufão Fred causa mais de 1,2 mil mortes em Zhejiang (China) e danos superiores e 1 milhão de dólares.

1994 – Alexandr Solzhenitsin ganha o Prêmio Leon Tolstói por sua contribuição à literatura russa.

1995 – O exército croata e forças militares servias a autoproclamada República sérvia de Krajina subscrevem um acordo de alto fogo na Eslovênia oriental.

1996 – O nadador russo Alexander Popov é apunhalado no estômago por um vendedor de rua, em Moscou, na Rússia.

1999 – O general Momir Talic, chRedação Terra militar servo-bósnio, é detido em Viena pelas autoridades austríacas e levado para a Haya. Talic é acusado de realizar uma limpeza étnica contra os muçulmanos da Bósnia.

2000 – Desaparece, em Belgrado, o ex presidente sérvio Ivan Stambolic.

2001 – O príncipe Haakon, herdeiro da coroa noruega, casa-se com a norueguesa Mette-Marit Thesse em Oslo (Noruega).

Duque de Caxias

“Canhões, baionetas e muito sangue. A Guerra do Paraguai já durava quatro anos. As tropas não estavam conseguindo passar a ponte do Ribeirão Itororó, para tomar a estrada para Assunção. No meio do campo de batalha surgiu um homem de 65 anos, mas em pleno vigor, montado a cavalo. “Sigam-me os que forem brasileiros.”

Era o brado de comando de Luís Alves de Lima e Silva, o duque de Caxias. Os brasileiros ultrapassaram não só a ponte, mas o caminho para a tomada da capital inimiga. Finalmente, em 1° de janeiro de 1869, a bandeira do Império brasileiro tremulou vitoriosa, quando o exército brasileiro chegou a Assunção, capital do Paraguai.

A carreira militar de Caxias começou cedo, aos cinco anos de idade, quando foi nomeado cadete, seguindo uma tradição familiar de várias gerações. Aos quinze anos, matriculou-se na Real Academia Militar, de onde saiu como tenente para ingressar numa unidade de elite do Exército do Rei.

Veio a Independência e, em 10 de novembro de 1822, coube ao então tenente Luiz Alves de Lima e Silva receber, na capela imperial, das mãos do imperador dom Pedro 1o, a bandeira do Império, recém-criada.

No ano seguinte, Caxias participou de sua primeira campanha, para pacificar os revoltosos na Bahia, no movimento contra a independência comandado pelo general Madeira de Melo. Em 1825, o então capitão Luiz Alves deslocou-se para a campanha da Cisplatina, nos pampas gaúchos, revelando mais uma vez sua competência excepcional e bravura.

Em 1833 casou-se com Ana Luiza de Loreto Carneiro Vianna, na época com dezesseis anos de idade. Com ela teria duas filhas, Luisa de Loreto e Ana de Loreto, e um filho, Luís Alves Jr.

Já promovido a tenente-coronel, Caxias rumou à Província do Maranhão para combater os revoltosos do movimento da Balaiada. Tornou-se presidente da Província do Maranhão e comandante geral das forças em operação, num esforço de união civil e militar.

Pelas vitórias, recebeu seu primeiro título de nobreza, o de barão de Caxias, outorgado em 1841. O título faz referência à cidade maranhense de Caxias, palco de batalhas decisivas para a vitória das forças imperiais. Neste mesmo ano, Caxias foi eleito deputado à Assembléia Legislativa pela Província do Maranhão.

Em 1842, explodiu a revolução liberal em São Paulo e, a seguir, em Minas Gerais, reprimidas com êxito por Caxias. O imperador dom Pedro 2o, temeroso de que essa revolta viesse se unir à Farroupilha, em curso no Rio Grande do Sul, nomeou Caxias comandante-chefe do Exército em operações e presidente da Província do Rio Grande do Sul. Em 1º. de março de 1845 foi assinada a paz de Ponche Verde, dando fim à revolta farroupilha ou guerra dos Farrapos.

Em 1847, o então conde de Caxias tornou-se senador do Império pela Província do Rio Grande do Sul. No plenário do Senado, tornou-se colega de seu pai, o Senador Francisco de Lima e Silva, representante do Rio de Janeiro.

Após um período de relativa calmaria política, Caxias foi nomeado comandante em chefe das forças no Sul, em 1852, por causa das tensões na fronteira do Rio Grande do Sul. Desempenhou com sucesso uma campanha militar contra os ditadores Rosas, da Argentina, e Oribe, do Uruguai. Nesse mesmo ano, tornou-se marquês de Caxias.

Acometido de uma moléstia hepática, Caxias passou uma temporada cuidando da saúde, mas logo voltou a ocupar posições políticas, primeiro como ministro da Guerra, chefe do Gabinete conservador e depois, já com os liberais no poder, como conselheiro de guerra.

Finalmente, em 1866, o chefe militar reconhecido por sua bravura, seus dotes de estrategista e suas virtudes de pacificador, encarou mais uma vez um grande desafio. A posição brasileira na guerra do Paraguai vivia um momento de crise. Caxias, que já havia atuado como conselheiro no começo da guerra, assumiu o treinamento e a reorganização das tropas. Instituiu o avanço de flancos gerais, o contorno de trincheiras e o uso de balões cativos para espionagem.

Sucedeu-se uma série de batalhas vitoriosas. Finalmente, depois da célebre batalha de Itororó seguiu-se a campanha final, a Dezembrada. Foi sua última vitória. Retornando ao Rio de Janeiro, Caxias recebeu o título de duque, tornando-se o único brasileiro a merecer esta honraria.

Voltou a participar ativamente da vida política, como conselheiro de Estado, presidente do conselho e ministro de Guerra, até retirar-se, por motivos de saúde, para a fazenda de Santa Mônica, em 1878, onde morreu. O duque de Caxias tornou-se patrono do Exército Brasileiro, por decreto federal de 1962.

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